As variedades de milho mais baratas e rústicas estão ganhando espaço no mercado brasileiro. Em alguns casos elas até substituem as sementes híbridas, as mais comercializadas pela indústria. Nesta terça, dia 23, duas variedades foram apresentadas ao mercado pela Coordenadoria de Assistência Técnica (CATI). O lançamento marcou a comemoração dos 43 anos da instituição que dá assistência técnica aos produtores paulistas.
Pesquisas feitas durante três anos mostraram que as variedades AL Piratininga e AL Avaré produzem de 300 a 600 quilos a mais por hectare que a última cultivar lançada pela CATI, chamada Bandeirante.
– Estas duas variedades são mais produtivas. As duas variedades podem ser usadas para safra e para a safrinha. O AL Piratininga pode ser usado também para milho verde – informou o diretor do Departamento de Sementes e Mudas da Cati, Armando Portas.
Estas novas variedades foram lançadas oficialmente no mercado agora, ma em São Paulo alguns produtores já tiveram acesso às sementes.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
omissão de Agricultura aprova recursos não previstos no Orçamento de 2011
Prêmio do Seguro Rural terá R$ 460 milhões para subvenção
A Comissão de Agricultura do Senado aprovou nesta terça, dia 23, a liberação de recursos que não estão previstos no Orçamento do ano que vem. As sugestões, chamadas de emendas, ainda precisam ser analisadas pela Comissão Mista do Orçamento.
Das 64 emendas apresentadas, apenas quatro foram aprovadas pelos senadores. Elas prevêem:- R$130 milhões para a Embrapa investir em pesquisa e Desenvolvimento da Agroenergia;
- R$ 100 milhões para as ações de sanidade animal do Ministério da Agricultura;
- R$ 120 milhões para projetos do Ministério do Desenvolvimento Agrário voltados para Infra-estrutura e Serviços em Territórios Rurais;
- e mais R$ 460 milhões para a subvenção econômica ao Prêmio do Seguro Rural do Ministério da Agricultura.
– Na realidade foram contempladas em torno de 12 emendas, foram juntadas. São vários senadores que propuseram até o mesmo valor. O que fizemos aqui na comissão de Agricultura foi avaliar o que o governo propôs para aqueles ministérios e o que os ministérios nos solicitaram – disse o relator da comissão, senador Gilberto Goellner (DEM-MT).
O texto será encaminhado para a Comissão Mista do Orçamento. E deve ser incluído no relatório final, previsto para ser votado ainda este ano.
– Historicamente, a Comissão do Orçamento tende a respeitar aquilo que foi aprovado nas comissões até porque cada um desses órgãos discute durante o ano todinho os problemas, as postulações do setor que está representado na comissão – afirmou o presidente da comissão, senador Valter Pereira (PMDB-MS).
Nesta quarta, dia 24, vence o prazo para os senadores apresentarem as propostas ao orçamento do ano que vem. A Bancada Ruralista na Câmara marcou uma reunião pela manhã para definir as quatro emendas prioritárias. Ao que tudo indica, além da Agricultura e Desenvolvimento Agrário, o ministério da Pesca será contemplado com recursos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Plantio de soja avança 21% em Mato Grosso
Nesta quinta, dia 11, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os dados mais recentes sobre o plantio de soja no Estado do Mato Grosso.
O levantamento realizado nas principais regiões apontou que já foi semeada 71% da área destinada ao plantio da soja. O número representa um avanço de 21% em comparação com a semana anterior, só possível graças ao aumento das chuvas no Estado.
De todos os locais pesquisados, destaca-se o Oeste de Mato Grosso, que apresenta 80,4% da área semeada, uma evolução na semana de 21,4 pontos em relação à semana passada. O maior atraso no plantio ocorre na região Nordeste, com apenas 46,8%.
Mesmo com o aumento nas áreas cultivadas, o plantio da safra 2010/11 ainda está dez pontos percentuais atrasado, em virtude das condições climáticas.
O levantamento realizado nas principais regiões apontou que já foi semeada 71% da área destinada ao plantio da soja. O número representa um avanço de 21% em comparação com a semana anterior, só possível graças ao aumento das chuvas no Estado.
De todos os locais pesquisados, destaca-se o Oeste de Mato Grosso, que apresenta 80,4% da área semeada, uma evolução na semana de 21,4 pontos em relação à semana passada. O maior atraso no plantio ocorre na região Nordeste, com apenas 46,8%.
Mesmo com o aumento nas áreas cultivadas, o plantio da safra 2010/11 ainda está dez pontos percentuais atrasado, em virtude das condições climáticas.
Banco JBS lança linha de crédito e vai orientar gestão dentro da porteira
Intitulado GPS, programa trata o boi gordo como moeda e deve fechar 2011 com R$ 400 milhões de recursos na carteira
O GPS é dividido em duas categorias. A primeira é formada por produtores de base do banco, os quais mantêm transações com a instituição. Vinte deles foram selecionados. A outra categoria é de pecuaristas que ainda não são clientes e empresas parceiras no programa GPS.
Todos os pecuaristas quitarão os empréstimos com a entrega do animal gordo ao frigorífico JBS. “A moeda é o boi gordo”, explica José Marinho, diretor comercial do banco JBS. “A expectativa é fechar 2011 com R$ 400 milhões de crédito disponível para empréstimos”, informa Marinho. Segundo ele, o banco está espalhando seus profissionais por todas as unidades do frigorífico JBS no Brasil. Marinho faz questão de ressaltar que a grande maioria dos funcionários do banco é formada de agrônomos e zootecnistas. “Gente que entende os fazendeiros”, diz.
O dirigente informa ainda que em julho de 2008, época da fundação, o banco JBS possuía R$ 30 milhões de patrimônio, número que deu um salto para os atuais R$ 104,5 milhões. Segundo ele, é intenção da empresa aumentar a carteira de clientes dos 700 de hoje para cerca de mil no período de um ano. Pelo menos 80% deles são fazendeiros.
Lavouras de soja e milho do Rio Grande do Sul devem garantir mais renda
Culturas de verão são favorecidas pela queda dos custos de produção e aumento de preço dos grãos
Com os custos de produção mais baixos, lavouras de soja e milho do Rio Grande do Sul deverão ter uma rentabilidade maior na safra 2010/2011. Mas, para garantir o ganho no bolso, os produtores dependem das condições climáticas e da variação da taxa de câmbio.Conforme levantamento anual de custos das principais culturas de verão, divulgado nessa quinta, dia 11, pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro), a safra que está sendo plantada ficará mais barata que a anterior devido ao recuo dos valores dos defensivos agrícolas – principalmente herbicidas – e de insumos básicos, como maquinários e óleo diesel. A maior rentabilidade é reforçada pela tendência favorável nos preços dos grãos, influenciada pela redução dos estoques mundiais de grãos.
Após amargar duas safras de resultados negativos, os produtores de milho deverão ter uma margem positiva de 10,7%, na comparação entre a receita bruta e o custo total de produção. Na safra passada, os prejuízos foram de 10,45% por saca.
Confirmando o bom momento, a soja promete rentabilidade ainda maior do que no ano passado. Ao preço atual praticado no mercado, R$ 42 a saca, o produtor no momento do plantio tem margem de 33,46%.
Em meio ao cenário positivo, o presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, alerta para a volatilidade do dólar e para os eventuais efeitos do fenômeno La Niña, que podem gerar perda de produtividade e eliminar os ganhos de preço e redução de custos.
– Se nada mudar, nem por efeito do clima ou do câmbio, a renda maior deve se confirmar – projeta Polidoro.
Para se precaver de prejuízos gerados pela escassez de chuva nos meses de verão, a entidade recomenda o escalonamento dos períodos de plantio, a observação do zoneamento agrícola e cuidados com a cobertura do solo.
– Além disso, deve aderir ao seguro agrícola e usar variedade de sementes de ciclos diferentes – acrescenta Tarcísio Minetto, técnico da Fecoagro.
Ao contrário da soja e do milho, as lavouras de trigo seguem em situação desfavorável, não cobrindo nem os custos de produção – isso porque o cereal foi plantado ainda quando os preços dos fertilizantes e maquinários estavam elevados. A diferença entre o custo total e o preço de mercado indica um prejuízo de 33,61% nesta safra.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Estiagem prolongada dificulta o plantio de soja no Mato Grosso
O retorno das chuvas em algumas regiões de Mato Grosso acelerou o ritmo do plantio das lavouras de soja. Mesmo assim, alguns produtores não conseguiram escapar dos reflexos da estiagem prolongada e vão ter que replantar áreas cultivadas na seca.
No campo, algumas lavouras de soja já apresentam bom desenvolvimento. Mas em praticamente todas as regiões produtoras de Mato Grosso o que não faltam são exemplos de agricultores que tiveram que rever os planos por conta da estiagem prolongada. Em uma fazenda em Jaciara, por exemplo, a seca trouxe conseqüências. A previsão é plantar 3800 hectares de soja. Destes, 2500 já foram semeados. Os trabalhos tiveram que acompanhar o ritmo das chuvas, como comenta o produtor rural Silvino Bortolinni.
– O jeito foi aproveitar que a área era extensa e plantar de acordo com o regime de chuvas. Se chovesse em um local, corríamos para lá com as máquinas. Se a chuva caísse em outro trecho da área, mudávamos de posição.
Ficar atento à localização das nuvens não foi a única medida adotada. Com o avanço do período seco, o cronograma de plantio da fazenda também sofreu alterações. A principal foi em uma área de duzentos hectares que seria cultivada com soja e depois com algodão safrinha. Para não correr risco de comprometer a produção de pluma, a área foi incorporada à que será plantada com algodão primeira safra, semeado em dezembro.
Além das mudanças de estratégia, a falta de chuva trouxe outro motivo de preocupação para o produtor. Parte da área de soja que já foi cultivada ainda não germinou e a cada dia de seca a necessidade de ter que replantar este terreno fica ainda maior. Apesar do retorno das chuvas nos últimos dias, o destino da área não pôde ser alterado. Na área do produtor Silvino, o jeito vai ser replantar os 400 hectares e calcular os prejuízos provocados pela seca.
Ainda não há estimativa do tamanho da área que terá que ser replantada pelos produtores em Mato Grosso. Os últimos números divulgados pelo Imea mostram uma evolução do ritmo da semeadura na última semana. Até agora foram cultivados 31% da área total prevista para este ano, espaço bem maior do que o que havia sido plantado até o dia 21 de outubro, que equivalia a apenas 16% da área que deve ser ocupada com soja no Estado. Entretanto, o volume ainda é 20 pontos percentuais menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, o que indica que os agricultores terão que correr muito se quiserem concluir o plantio na época planejada.
No campo, algumas lavouras de soja já apresentam bom desenvolvimento. Mas em praticamente todas as regiões produtoras de Mato Grosso o que não faltam são exemplos de agricultores que tiveram que rever os planos por conta da estiagem prolongada. Em uma fazenda em Jaciara, por exemplo, a seca trouxe conseqüências. A previsão é plantar 3800 hectares de soja. Destes, 2500 já foram semeados. Os trabalhos tiveram que acompanhar o ritmo das chuvas, como comenta o produtor rural Silvino Bortolinni.
– O jeito foi aproveitar que a área era extensa e plantar de acordo com o regime de chuvas. Se chovesse em um local, corríamos para lá com as máquinas. Se a chuva caísse em outro trecho da área, mudávamos de posição.
Ficar atento à localização das nuvens não foi a única medida adotada. Com o avanço do período seco, o cronograma de plantio da fazenda também sofreu alterações. A principal foi em uma área de duzentos hectares que seria cultivada com soja e depois com algodão safrinha. Para não correr risco de comprometer a produção de pluma, a área foi incorporada à que será plantada com algodão primeira safra, semeado em dezembro.
Além das mudanças de estratégia, a falta de chuva trouxe outro motivo de preocupação para o produtor. Parte da área de soja que já foi cultivada ainda não germinou e a cada dia de seca a necessidade de ter que replantar este terreno fica ainda maior. Apesar do retorno das chuvas nos últimos dias, o destino da área não pôde ser alterado. Na área do produtor Silvino, o jeito vai ser replantar os 400 hectares e calcular os prejuízos provocados pela seca.
Ainda não há estimativa do tamanho da área que terá que ser replantada pelos produtores em Mato Grosso. Os últimos números divulgados pelo Imea mostram uma evolução do ritmo da semeadura na última semana. Até agora foram cultivados 31% da área total prevista para este ano, espaço bem maior do que o que havia sido plantado até o dia 21 de outubro, que equivalia a apenas 16% da área que deve ser ocupada com soja no Estado. Entretanto, o volume ainda é 20 pontos percentuais menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, o que indica que os agricultores terão que correr muito se quiserem concluir o plantio na época planejada.
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