John Deere

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A força do campo

terça-feira, 1 de março de 2011

Escoamento da safra provoca fila na BR-277 no Paraná

A chuva forte que caiu no fim de semana no litoral paranaense contribuiu para agravar o problema


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O escoamento da safra de grãos pelo Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, provoca um problema que tem se repetido nos últimos anos: a formação de fila de caminhões às margens da BR-277. Nesta segunda-feira (28/02) pela manhã, a concessionária Ecovias Caminhos do Mar, que administra a rodovia, registrava que os últimos caminhões estavam no km 16. À tarde, a fila já alcançava o km 26. O pátio de triagem fica no km 3 da BR-277.

No lugar, 900 caminhões aguardavam para descarregar os grãos, segundo a assessoria do porto. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) afirmou que vários fatores contribuíram para a formação da fila a partir deste fim de semana. Um deles é a chuva que caiu durante o domingo no litoral paranaense. Com o tempo úmido as operações nos três berços do corredor de exportação são interrompidas, o que leva a um acúmulo de grãos nos armazéns.

Causas
Além disso, o porto argumentou que muitas empresas não respeitam o sistema de cadastramento prévio, pelo qual apenas os caminhões registrados online, com local de armazenamento e com navio predeterminado para embarque devem descer ao litoral. Segundo a assessoria, em condições normais a média de fluxo no pátio de triagem seria de 8 horas, mas nesta segunda-feira havia caminhoneiros reclamando que estavam desde sexta-feira aguardando o desembarque.

O porto informou que a formação de filas também se deve à "boa impressão" causada nos exportadores o trabalho de dragagem emergencial realizada nos berços de atracação, que voltaram a ter as profundidades originais de oito, dez e 12 metros. Segundo a Appa, em razão disso a movimentação em janeiro já teria chegado a 2,66 milhões de toneladas, volume 28,89% superior ao mesmo período de 2010. Somente os granéis (soja, farelo de soja, milho, açúcar e trigo) aumentaram 60%, com volume de 999,6 toneladas.

A previsão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná é que a safra de grãos 2010/11 deve atingir 30,95 milhões de toneladas, volume 5% inferior à produção da safra passada, quando foram colhidos 32,71 milhões de toneladas. De acordo com o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Otmar Hubner, qualquer oscilação pode ocorrer dependendo da colheita do milho safrinha, que está sendo plantado, e do desempenho do trigo, que começa a ser plantado no dia 11 de março.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Área experimental do Lavouras do Brasil começa a ser colhida no Paraná

A Embrapa colheu nesta quarta, dia 23, a primeira parcela da área experimental do projeto Lavouras do Brasil. As variações de clima do La Niña acabaram refletindo de forma positiva na produtividade e qualidade dos grãos.


A colheita aconteceu 128 dias após a germinação. O período está dentro do normal para a variedade BRS294 RR da Embrapa. Na área, que fica em Londrina, dentro da Embrapa Soja, foi utilizada uma colheitadeira de parcela, produto não-comercial, empregado apenas para áreas experimentais.

O La Niña não atrapalhou a produtividade nem a qualidade. Pelo contrário, as chuvas que caíram acima da média para o período favoreceram a soja convencional. O volume colhido na parcela corresponde a 3,6 mil quilos por hectare. Um número muito bom, segundo os pesquisadores.
A outra parcela, também semeada em 11 de outubro, porém, pelo sistema de plantio direto, deve ser colhida em 10 dias.
– Isso daí é uma vantagem do sistema, porque na prática ele está permitindo que a planta tenha mais tempo para encher o grão – afirma o pesquisador da Embrapa Soja Júlio Franchini.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ministro da Agricultura lança novas cultivares de feijão e soja

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e o diretor-presidente da Embrapa, Pedro Arraes vão lançar nesta quinta-feira (10/02) duas cultivares de feijão, duas cultivares de soja e um inoculante para trigo e milho.

O novo inoculante AzoTotal® foi desenvolvido em parceria entre a Embrapa Soja e a Total Biotecnologia e estará disponível ainda esse ano para utilização pelos produtores. “Ao ser aplicado às sementes, o produto promove maior desenvolvimento do sistema radicular, tolerância à seca, maior absorção de água e nutrientes”, explica a pesquisadora Mariangela Hungria. Ainda segundo ela, o uso de inoculantes contribui para o equilíbrio do meio ambiente e pode ser objeto de negociações futuras no comércio de créditos de carbono.


Cultivares de Soja

A Embrapa Soja apresenta uma coleção de nove cultivares de soja, sendo dois lançamentos: BRS316 RR e BRS317. As cultivares são indicados para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e região sul de Mato Grosso do Sul.

A cultivar BRS 316 RR, além de ser tolerante ao glifosato, apresenta crescimento determinado e tem o ciclo precoce. Ela possui ainda resistência a algumas das principais doenças da soja. O outro lançamento, BRS 317, tem como diferencial o alto potencial produtivo. A cultivar possui crescimento determinado e é de ciclo semiprecoce.

Para a pesquisadora Divania de Lima é necessário rotacionar semente de soja convencional com semente transgênica ao longo dos anos. “Essa prática é importante para evitar que o uso continuado de soja transgênica favoreça a resistência de plantas daninhas a doenças”, diz.


Cultivares de Feijão

A Embrapa Arroz lançará duas cultivares de feijão. A BRS Estilo, além do porte ereto de planta, alto potencial produtivo, resistência às principais doenças e ao acamamento, apresenta estabilidade de produção e grãos claros com tamanho semelhante aos da cultivar Pérola. Tipo carioca, é indicada para as safras das “águas” em Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul; de “inverno” em Goiás, Mato Grosso e Tocantins; e da “seca” em Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A outra cultivar a ser lançada, a BRS Esplendor, é do grupo preto, indicada para cultivo em São Paulo, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul na safra das águas; em Tocantins na safra de inverno; em Mato Grosso do Sul e Rondônia, na safra da seca; em Mato Grosso nas safras do inverno e da seca; em Santa Catarina e no Paraná na safra das águas e da seca; e em Goiás nas safras das águas, seca e inverno. A BRS Esplendor apresenta arquitetura de plantas ereta, com resistência ao acamamento, sendo adaptada à colheita mecânica direta.

Agricultores de Mato Grosso devem diminuir área destinada ao milho safrinha

Agricultores de Mato Grosso devem diminuir em 2011 a área destinada ao milho safrinha. Os principais motivos para a queda, que pode chegar a 7%, são o atraso do plantio da soja e o mercado atrativo para o algodão. Com a redução das lavouras e do volume de grãos, o impacto na economia pode passar de R$ 140 milhões.

A região médio-norte do Estado é responsável por mais de 47% do milho produzido em Mato Grosso e a estimativa é de que a área cultivada nesta safra seja 10% menor que na anterior. No ano passado foram colhidos mais de 4,3 milhões de toneladas do grão.

Na safrinha do ano passado, o agricultor Genez Carlim plantou 620 hectares no município de Lucas do Rio Verde. Agora vai cultivar apenas metade desta área. O principal motivo foi o atraso da semeadura da soja, que encurtou muito a janela de plantio do milho. Ele diz também que é arriscado plantar após o dia 20 de fevereiro, pois expõe a lavoura à estiagem, justamente no momento em que precisará de água.

A redução significativa na área cultivada no médio-norte mato-grossense também vai ser registrada nas demais regiões do estado. Apenas o centro-sul vai ampliar o espaço destinado às lavouras do grão em cerca de 1%.

Com isso a produção do cereal em Mato Grosso deverá ser 590 mil toneladas menor.

Ministro afirma que produtor terá boa renda em 2011

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou nesta quarta, dia 9, que a perspectiva para 2011 é de boa renda para o agricultor.
– Esperamos que seja um ano mais rentável para o produtor porque os preços das commodities estão valorizados – disse.
A previsão de produção agrícola para a safra 2010/2011 deve chegar a 153 milhões de toneladas, de acordo com um estudo divulgado pelo Ministério da Agricultura nesta quarta, dia 9. Segundo Rossi, este é o momento de o agricultor receber o retorno pelo investimento no avanço da agricultura.
– O produtor é competente, resistente, capaz de superar crises. Produzimos a um custo baixo, um alimento de qualidade e o colocamos no mercado a um preço justo – disse.
O ministro também se mostrou contrário ao controle de preços das commodities. Para o ministro, os números da safra refletem o desafio para o Brasil contribuir na economia de alimentos do mundo.
– Hoje, com os preços das commodities agrícolas mais altos e com crises produtivas em alguns países, a produção nacional passou a ter uma grande importância para ajudar a equilibrar o suprimento de alimentos para o mundo todo – comentou.
Ele lembrou que a demanda por produtos agrícolas continua aquecida, os estoques de alimentos estão baixos e a renda da população brasileira e de outros países como China, Índia e os latino-americanos está subindo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Motivos por demorar a Postar ----- Estava Jogando Dead Space 2



O melhor game de todos..

Mofo branco prejudica lavouras de soja no sul do país

Com 210 hectares de soja plantados na propriedade em Erechim, no norte gaúcho, o produtor Mário Moretto esperava colher o grão em março. Mas o agricultor foi surpreendido por uma doença que atinge plantações principalmente na região central e sul do país: o mofo branco. Pelo menos 10% da lavoura já está contaminada.
– O custo foi bastante elevado até agora, e perder a lavoura para uma doença comum, a gente estranha – comenta.

O mofo branco mata a planta porque ataca a parte aérea, o tecido vegetal e a raiz. Ele se dissipa pelo solo e pelo vento, o que pode prejudicar uma lavoura inteira em pouco tempo.

– O grande problema é que essa doença é de difícil controle técnico. Por não ter muitos princípios ativos para a cultura da soja, para controlar a doença, e porque os escleróides do mofo branco podem permanecer no solo por até 11 anos – afirma Cezar da Rosa, engenheiro agrônomo da Emater.

Segundo a Emater, uma das maiores dificuldades é identificar a doença na lavoura.

Olhando para a plantação de soja, ela parece estar se desenvolvendo normalmente. Mas a raiz e base do caule podem estar contaminados com a doença.
O mofo branco se desenvolve também por causa do período de chuvas, e as altas temperaturas, que concentram umidade na planta. Por isso, a recomendação dos especialistas é ter ainda mais cuidado com a plantação.
Depois que o solo é contaminado, é preciso tratar a terra e alternar as culturas cultivadas na área infectada. A orientação é que a produção de plantas hospedeiras, como soja, feijão e o fumo sejam substituídas por plantas germineas, como milho, trigo e azevenha.