á há perdas de produtividade, principalmente nas regiões das Missões e da Fronteira Noroeste do estado
Toda a área de milho do Rio Grande do Sul já foi cultivada, mas os baixos índices de chuvas registrados nestes últimos dias têm afetado o desenvolvimento das lavouras em boa parte do estado, pois 30% das plantas já estão em fase de florescimento e 15% em fase de enchimento de grãos.
Assim, segundo a Somar, já há perdas nos índices de produtividade, principalmente nas regiões das Missões e da Fronteira Noroeste, e essas áreas são as mais produtivas do estado. A situação poderá se agravar ainda mais, já que não há previsões de chuvas acima de 50 milímetros para os próximos 10 dias.
Situação do milho no restante do país
No Paraná, a situação é bem melhor, pois a ocorrência de chuvas mais regulares tem colaborado para a elevação e manutenção da umidade do solo. E como há indicativo de chuvas nos próximos 10 dias, ainda que em volumes baixos, essas serão benéficas, uma vez que manterão os níveis de água no solo em patamares favoráveis ao pleno crescimento e desenvolvimento das plantas.
Em São Paulo e Minas Gerais, as lavouras continuam apresentando bom desenvolvimento vegetativo, não sendo observada nenhuma anomalia que possa comprometer a produtividade das lavouras. Em Goiás, a situação é bem semelhante à de São Paulo e Minas Gerais, onde a ocorrência de chuva na última semana tem favorecido o desenvolvimento das lavouras de milho. E apesar de um ataque maior de pragas, as lavouras ainda não apresentam reduções nos seus potenciais produtivos.
Em Mato Grosso do Sul, a situação é bem semelhante à do Paraná, já que a maior região produtora é o Sul do estado e as condições climáticas dessa área são iguais, ou bem parecidas, com as do Paraná. De acordo com a Somar, estão ocorrendo chuvas mais regulares, o que vem contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras.
A previsão para essa semana é que as chuvas fiquem mais concentradas na região norte de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, norte de São Paulo, Paraná, Pará e em todo Amazonas, o que irá contribuir para a manutenção da umidade do solo e o bom desenvolvimento dos plantios.
Já nas demais áreas, as chuvas ocorrerão na forma de pancadas, com volumes que não ultrapassarão os 20 milímetros, o que poderá trazer sérias consequências às regiões com baixa capacidade hídrica. Somente entre os dias 25 e 29 de dezembro é que as chuvas ocorrem de forma mais contínua e em praticamente todo o país.
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